Superlotação é motivo de muitas reclamações no terminal do Capão da Imbuia. Com a estrutura precária e comprometida o menor terminal de ônibus de Curitiba já não atende com segurança e conforto a quantidade de pessoas que por ali passam.

A estudante Drielly Patrícia Cordeiro, 19 anos, relata que o terminal não acomoda a demanda nos horários de maior aglomeração. “Perto das 18h fica lotado e é difícil de andar. Quando chove, aí sim a situação fica pior, devido a goteiras e ao pouco espaço para circulação”.

A ampliação vem sendo postergada desde o primeiro trimestre do ano, a Prefeitura Municipal de Curitiba possui um projeto de reconstrução para o terminal em 2010. A obra viabiliza a construção em um novo espaço, situado bem próximo do local atual, mas que ainda não pode ser divulgado devido processo de negociação. O início das obras aguarda recursos para o seu financiamento, previstas para o primeiro semestre do ano que vem.

 De acordo com a assessoria de comunicação da URBS (Urbanização de Curitiba S/A), a aprovação para o início das obras e a definição para o novo espaço estão sendo negociados e a divulgação será dada ainda este ano.

 O projeto prevê não só maior espaço e comodidade aos usuários do transporte coletivo de Curitiba, como também a construção da Rua da Cidadania do Cajuru no mesmo endereço. Serviços públicos serão disponibilizados à população da Zona Leste de Curitiba. Na Rua da Cidadania, junto com o terminal funcionarão núcleos das secretarias municipais de educação, saúde, esporte e lazer.

Michele Saide

(Making off do nosso primeiro programa de entrevista no rádio)

Início das aulas de Radiojornalismo II, 4º período, primeira aula pra ser mais exata, o professor Felipe falou sobre o que iríamos produzir durante o decorrer do período. Galera empolgada, pronta para o novo e os grupos foram divididos, ali mesmo na primeira aula. Nosso grupo era praticamente o maior, todos ficaram espantados… putz grila, 7 integrantes!! Caraca, é muita gente… Eis que um dos desafios era um programa de entrevistas no rádio e para complicar seria ao vivo.

O tempo foi passando e as idéias foram surgindo… Todos, ou quase todos, unidos na mesma certeza: fazer um trabalho legal com uma “figuraça” Curitibana. Estavamos atrás de um personagem que rendesse uma boa conversa. Em alguns minutos passaram inúmeras pessoas que poderiam servir de entrevistado em nossa cabeça. Mas, quem seria esta pessoa? Pensa, pensa, pensa e eis que a Ana surge com uma idéia: – Já sei! O Plá! Uau!! Genial pensou a galera, mas será que ele vai topar?!! Ah! Capaz mesmo… Não custa tentar não é?!! Inúmeras dúvidas e expectativas foram surgindo. – Topa sim. A Lari afirmou!! – É ele é gente boa. Confirma a Fran. Nestas alturas há até quem questione: – Quem é este cara?? Alguém responde: – Você não conhece?? É um maluco que curte e imita Raul Seixas no calçadão da XV. E logo, todos tem certeza de quem é a figura e concordam. É realmente se ele topar e vier vai ser demais.

Entrevistado escolhido

Plá "figura curitibana"

Plá "figura curitibana"

Deixamos de lado a produção do programa e as idéias. E continuamos dando andamento em outras produções que tinham um prazo mais curto para entrega. Ninguém falou mais disto. Era radionovela, práticas de TV, matérias para o Hélio, aulas intermináveis de ética, entrega disso, daquilo e o tempo foi passando.

Faltava só uma semana para a gravação do programa de entrevista, e se acaso o nosso convidado não topasse, não tinhamos um plano B. As aulas estavam bastante comprometidas naquela semana, entregas de trabalhos, matérias, análise de blog’s, livros, teatro, filme, tudo para complicar ainda mais a reunião de produção para a entrevista. Por fim, não conseguimos reunir o grupo todo em um sequer dia para discutir sobre o assunto. A confusão tava feita! Cada um trabalhando por si, cada qual com as suas idéias… E o “todo” sentindo falta da união.

O corre, corre foi inevitável. Procurávamos uma misera pessoa que fosse para o calçadão da XV naquela semana, uma vez que todos os integrantes do grupo não trabalham no centro de Curitiba. Precisávamos fazer o convite, saber se o Plá toparia a entrevista. O convite antecipado era imprescindível para que não houvessem falhas. A produção aguardava a confirmação para se programar com o preparo da pesquisa e perguntas para o programa.

Produção competente (e humilde, rs…) é outra coisa… O contato estava feito, dois dias antes da gravação do programa, por telefone mesmo, sem rodeios. Por sinal, semana de bastante chuva em Curitiba e expectativa a mil para que tudo corresse bem. O combinado era 08:30h da noite de sexta-feira. O tempo era curto, restavam apenas dois dias para fechar o programa, distribuir as funções, fazer a pesquisa, elaborar as questões, resolver a produção e sentar para conversar.

Sentar para conversar… Isto sim foi difícil!!

Trabalho em grupo dá trabalho. Mas no final tudo dá certo.

Dia da entrevista: dia tenso, cheio de desencontros e decisivo

- Será que ele vem? – E esta chuva que nao acaba?? Fran, Lari e eu discutíamos os últimos detalhes do programa pelo msn. Enquanto tentávamos sucessivamente entrar em contato com os outros integrantes do grupo para dividir as funções. Putz! Caixa de mensagem! Foram algumas tentativas sem sucesso… Tinhamos pouco tempo e uma rotina de trabalho em paralelo. Decidimos a quantidade de blocos, duração para cada um deles, nome para o programa e a escolha do questionário. Era um dia comum de expediente e como não poderia ser diferente, um abre e fecha de janelas no computador que ninguém imaginava. Chefes atentos e olhares cuidadosos, precisávamos terminar logo.

O desencontro

Era um pouco antes das nove da manhã quando o telefone da Fran toca… Toca, continua tocando e não para de tocar… Ao todo nove chamadas perdidas. Celular estava no silencioso, pois era dia de reunião no trampo. É, era o Plá. O que será que ele queria?? Será que ele não vai mais e quer avisar?? Meu deus… E agora?? De uma hora pra outra a nossa pauta e produção poderia cair e todo o trabalho estaria perdido. Quando conseguiu falar com ele, veio à surpresa. Um mal entendido tinha acontecido. Plá tinha entendido errado e estava na facul a procura da galera. Em meio a loucura que é aquela “figura um tanto quão engraçada”, somado a ansiedade que estava, ele havia se enganado quanto ao período. Era sim 08:30h, só que da manhã. Rs… Que furo. Coitado! Ele realmente estava muito interessado no programa. Curtiu a idéia e entrou no clima da galera desde o primeiro contato. Dizem as más línguas (Felipe, rs…) que ele até compôs uma música pra Fran.

Ao chegar na facul o grupo foi bombardeado de perguntas, era professor, alunos e muitos curiosos para saber quem errou: – Souberam o que aconteceu com o entrevistado de vocês?? – E agora, ele vem?? – Vocês ficaram sem entrevistado?? – Como vai ser?? Vixe… E mais stress… O dia ainda não acabara. Foi tão corrido que ninguém conseguiu avisar a Ana que o Plá tinha ido pela manhã. Quando chegou na sala o professor começou a questioná-la sobre o incidente. Chegou a pensar que tudo estava perdido. Ficou nervosa, saiu da sala, teve vontade de chorar… Estava na expectativa da galera chegar para ouvir tal confirmação.

Há quem diga que foi um erro de produção. Mas sinceramente… o grupo nem se importou. Era tanta coisa pra pensar, que nada era mais importante do que fazer acontecer aquela gravação. Como se já não bastasse o dia cansativo e exaustivo de tanto trabalho, a galera com êxito responde ao murmuriu de perguntas: – Claro que vem!! Num grito de afirmação.

Poxa, quanta indagação. Mas, o trabalho ainda não tinha acabado. A chuva persistia e cada vez mais forte. Plá com suas esquisitices e hábitos “naturebas” tinha combinado de ir de bicicleta. Mais com aquela chuva já imaginávamos que seria impossível.

A expectativa

E aí, foi mais um corre corre daqueles… Como faremos para buscá-lo em casa?? E carro, de quem?? Plá estava bastante interessado e entrou em contato com Fran novamente para saber se conseguiríamos um jeito de buscá-lo em casa. Lógico que sim né?!! Depois de tanto trabalho isto seria fichinha.

Nem tão simples assim…

Sal era a única pessoa que lembrávamos na hora que poderia nos ajudar. Mas a resposta foi desoladora: – Estou sem os bancos no carro. Alguém entende: – O quê? Ele esta de saveiro?? Fodeu!! Mais uma vez precisávamos encontrar um jeito para as coisas acontecerem. Contra tempo foi o que não faltou. Quando por um instante num olhar inquieto, alguém aponta: – O Anderson! Sentado ali logo a nossa frente na sala. É mesmo, o Anderson tem carro e poderia quebrar esta para nós. Tadinho… Não conseguiu entender nada. Todo mundo falando junto num ar desesperado. Um leve movimento com cabeça, num sinal positivo foi o que bastou para ser carregado para o seu próprio carro. Rs… (Claro que pagamos a ele pelo menos a gasolina né?! Até mesmo porque temos noção do quanto estava sendo prestativo)

Eram 19:50h quando saímos da facul para buscá-lo lá no Ahú. Anderson, Fran, Lari e eu… Quase que uma comitiva. Meio exagerado ir três pessoas. Mas, foi melhor assim precisávamos acertar os detalhes da produção e até então não tínhamos combinado nada da prática. (Foi aí que surgiu a idéia de fazer um making off desta maldita entrevista). A Dri, companheira como sempre, ficou sozinha, sem entender nada cuidando dos nossos materiais. Até mesmo porque agimos pelo impulso, largamos tudo e saimos correndo. Rs…

E pra completar…

Os imprevistos não deixaram de acontecer… Precisávamos do endereço do Plá e para ajudar ninguém possuía créditos no celular para ligar para ele pedindo o endereço. Ironia do destino, só pode. Tudo dando trabalho demais… Chovia muito. E pensávamos num jeito de conseguir tal informação. Eu tinha bônus, somente para a mesma operadora, mas tinha. Foi quando me aproveitei da artimanha de ter um namorado sempre presente nestas horas, “obrigada lindo”, pedi a ele que ligasse para o Plá pegando o endereço dele e me retornasse. Comunicação feita e endereço anotado. Mas Plá achou melhor nos encontrar num lugar comum, o Supermerdado Condor do Ahú.

Sentido Ahú, discutíamos a produção para o programa, a correria do decorrer daquele dia e a possibilidade dele nos dar um furo. Rs… Engraçado lembrar… Estávamos na adrenalina e ríamos muito pensando na possibilidade dele ter ficado magoado de ter ido pela manhã e nos dar o troco. Graças a Deus isto não aconteceu. Seria o fim… Rs… Após encontrá-lo e no caminho de volta para a facul, foi um papo bem legal. Queríamos trocar uma idéia e conhecê-lo melhor.

A entrevista

Plá muito atencioso em meio a tietagem da galera

Plá muito atencioso em meio a tietagem da galera

A entrevista foi um sucesso! Rolou como uma conversa entre apresentador e entrevistado. Plá, muito querido e simpático com todos foi super espontâneo. Até atendeu o celular durante a gravação, pro azar nosso! A Lari dominou a conversa e o material final saiu melhor que o esperado. O Zé tava meio estranho naquele dia… sabe-se lá o que aconteceu. Não tivemos muito tempo para conversa…

A gravação era ao vivo, dividida em três blocos com cinco minutos cada. O que daria num total de 15 minutos de entrevista, pois gostaríamos de incluir algumas músicas e elaborar um pouco mais nas edições. Mas é claro que passou um pouco. Plá muito falante e cheio de histórias pra contar, deu um pouco de trabalho para seguir o cronograma proposto. O inesperado fez da produção, alicerces para as improvisações e adaptações. É claro que metade das perguntas que tínhamos elaborado não rolou. Entretanto, algumas bem criativas foram criadas ali, na hora, no calor da entrevista. No estúdio algumas pessoas foram chegando. Plá tocou e cantou por duas vezes durante a entrevista e a galera fora do estúdio curtiu.

Final da gravação…

Obrigada Galera!!

Obrigada Galera!!

Foram 18 minutos de conversa ao todo. E ainda nos restou 2 minutos para edição, o que seria necessário. Equipe feliz, atenção nos comentários e acréscimos do professor, diga-se de passagem um ótimo crítico. Após, tietagem e algumas fotos com o nosso entrevistado, acompanhamos ele até a entrada do Bloco 2, onde estavam algumas pessoas o aguardando para curtir um pouco mais.

Pra fechar a noite, a Lari convidou Plá para ir até a casa de um dos seus amigos. Regado de música, troca de idéias e um final merecido, após um dia
“daqueles”.

Agradecimentos:

 Plá, nosso ilustre convidado que apesar dos pesares deu um show a parte. Anderson, que encarou o “jarbas” e foi queridíssimo ao nos levar para buscar Plá em tempo hábil.

Lari e Fran: sem vc’s duas isto tudo não aconteceria! Adoro vc’s gurias.

 

Michele Saide

Aeee…

Obrigada Professor!! Logo, logo publico minha matéria.

Michele Saide

Aguardando resolução…

Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac…  Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac…  

Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac…  Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac…     

Tic Tac… Tic Tac… Tic Tac…  Tic Tac… Tic Tac…  Tic Tac… Tic Tac… 

 

 Ai, ai… Paciência…

Pauta: FACTUAL

11/09/2009

Professor,

Minha pauta factual é: Reforma do terminal do Capão da Imbuia. Previsões para as obras, futuras instalações, custos, benefícios, etc…

Michele Saide

Veias entupidas

05/09/2009

Motos, carros, caminhões, ônibus, bicicleta, ligeirinhos, trem, cachorro, praticantes de atividades físicas, pedestres, todos em um sentido único na busca por uma saída para escapar daquela confusão andante.

De segunda a sexta-feira, o trânsito próximo ao terminal do Capão da Imbuia é intenso em ambos os sentidos. Tanto para o bairro quanto para o centro. Um fluxo ainda maior em horários de pico. Os sinaleiros entram em uma sintonia concomitantemente, mas a fila de carros a esperar é cada vez maior. No total são nove  sinaleiros em aproximadamente 100 metros.

O terminal ao longo das 18h parece um formigueiro: estudantes em direção a suas aulas e trabalhadores na volta para suas casas, todos querem escapar daquele trânsito de pessoas, e no corre-corre vira tudo uma verdadeira confusão. Com alguma sorte é possível encontrar policiais a paisana nas esquinas do terminal, de olho no trânsito e fazendo-se presente caso necessário. Uma vez que ocorrem muitas buzinas, discussões e muita gente estressada.

A vontade deste grupo de pessoas é única: CHEGAR LOGO em seu destino depois de um dia de trabalho.

 Michele Saide

A idéia é posts com o dia a dia nas práticas do Jornalismo…                            Exercício e habilidades adquiridas com o curso, experiência com o novo, idéias paralelas, pirações e a busca pelo aperfeiçoamento com alguns “tocos” decorrentes ao longo do caminho.

Michele Saide